terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

A Graça de Deus

Por Pe. Fábio de Melo

O ser humano é dotado de capacidade recriadora. A inserção da vida humana no espaço criado teve o intuito que de que nos tornássemos sujeitos da criação. Ao sujeito cabe a função de realizar a ação do verbo.

O Verbo de Deus se torna sujeito em cada criatura humana legitima no tempo por meio de sua ação, a Graça, isto é, o amor de Deus presente e atuante no mundo. Graça que salva, santifica, humaniza, transforma, gera o mundo ao desfazer o imundo.

A ação da graça de Deus na vida humana trabalha num primeiro momento no fortalecimento de nossa identidade. Somos filhos no Filho. Somos incorporados pela força sacramental que está manifestada no dom de Deus na tarefa humana.

A intervenção divina não está para tornar angélico o humano, mas, ao contrário, está para conceder-lhe nova condição humana, restaurada e reconciliada em Jesus, o Verbo de Deus.

Em cada sujeito pode ser colocada a presença do Verbo, o movimento que a tudo comanda. A graça de Deus é conferida a cada sujeito de maneira única e particular. O sujeito e sua subjetividade. Cada um move ao mundo a seu modo, de acordo com os atributos e limites que lhe são próprios. A graça esbarra nesses limites, pois nem todos estão em busca de uma forma de viver que seja favorável ao florescimento de sua subjetividade, ao fortalecimento de sua identidade.

O impulso da graça na vida humana tem o poder de fortalecer essa identidade. Vida de santidade é busca pela inteireza, pela posse de si mesmo. Viver santamente consiste em assumir e fortalecer a identidade que de Deus recebemos. É se esmerar por tomar posse do ser humano que Deus planejou que fôssemos.

Santificar é o mesmo que humanizar. É recebermo-nos de novo; é voltar ao molde inicial, onde o Verbo nos gera e nos faz ser o que somos. Não viver a santidade é o mesmo que abdicar da condição de realeza. É como se um rei resolvesse ser escravo, deixando o trono, vai viver a condição desumana que a escravidão confere. Esquece que é rei, abdica do trono. Deixa o mundo e assume o imundo como casa.


A vida cristã é afrontosa aos orgulhosos e prepotentes mas, Deus confere realeza a qualquer um que aceitar o convite. Os títulos reais estão à disposição. Basta querer.

Parte do livro "Quem me roubou de mim?

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

O pecado e a obra de Cristo por nós e em nós

Pecado é qualquer ato, sentimento ou pensamento que vai contra os padrões de Deus. Quem peca desrespeita as leis divinas, fazendo o que é errado ou injusto do ponto de vista de Deus. (1 João 3:4; 5:17) A Bíblia também fala sobre o pecado da omissão, ou seja, deixar de fazer o que é certo. — Tiago 4:17.

Nos idiomas originais da Bíblia, as palavras traduzidas “pecado” significam “errar um alvo”. Por exemplo, no Israel antigo, um grupo de soldados era tão experiente em arremesso de pedras que eles atiravam “sem errar”, ou, numa tradução literal, “sem pecar”. (Juízes 20:16) Assim, pecar é errar o alvo dos padrões perfeitos de Deus.

Como Criador, Deus tem o direito de determinar padrões para os humanos. (Apocalipse 4:11) Temos de prestar contas a ele por nossas ações. — Romanos 14:12.

A Bíblia diz que “todos pecaram e não atingem a glória de Deus”. (Romanos 3:23; 1 Reis 8:46; Eclesiastes 7:20; 1 João 1:8) Por que isso acontece?

Os primeiros humanos, Adão e Eva, não eram pecadores. Eles foram criados perfeitos, à imagem de Deus. (Gênesis 1:27) Mas, quando desobedeceram a Deus, eles perderam a perfeição. (Gênesis 3:5, 6, 17-19). Quando tiveram filhos, eles transmitiram o pecado e a imperfeição como se fosse uma deficiência hereditária. (Romanos 5:12) O rei Davi, de Israel, confirmou isso quando disse: “Já nasci culpado de erro.” — Salmo 51:5.

Alguns pecados são piores do que outros?

Sim. Por exemplo, a Bíblia diz que os homens da antiga cidade de Sodoma eram “maus, grandes pecadores”, e que o pecado deles era “muito grave”. (Gênesis 13:13; 18:20) Veja três fatores que indicam a gravidade de um pecado.

1. Tipo de pecado. A Bíblia diz que devemos evitar pecados graves, como imoralidade sexual, idolatria, roubo, bebedeira, extorsão, assassinato e ocultismo. (1 Coríntios 6:9-11; Apocalipse 21:8) A Bíblia mostra que esses erros graves são diferentes de pecados não intencionais, como por exemplo ações ou palavras impensadas que magoam outros. (Provérbios 12:18; Efésios 4:31, 32) Mas a Bíblia também mostra que não devemos minimizar a seriedade de nenhum pecado. Fazer isso pode nos levar a cometer pecados mais graves. — Mateus 5:27, 28.

2. Motivação. Algumas pessoas cometem pecados porque não conhecem as leis de Deus. (Atos 17:30; 1 Timóteo 1:13) A Bíblia não desconsidera esses pecados. Mas mostra que isso é diferente de desobedecer de propósito às leis de Deus. (Números 15:30, 31) Pecados propositais vêm de um “mau coração”. — Jeremias 16:12.

3. Frequência. A Bíblia também mostra que existe diferença entre pecar uma única vez e praticar um pecado por um longo período. (1 João 3:4-8) Deus condena quem aprende o que é certo e mesmo assim ‘pratica o pecado deliberadamente’. — Hebreus 10:26, 27.

Quem cometeu um pecado grave talvez sinta o peso de uma consciência culpada. Por exemplo, o rei Davi escreveu: “Pois os meus erros pairam acima da minha cabeça; como um fardo pesado, são demais para eu carregar.” (Salmo 38:4) Mas a Bíblia dá a seguinte esperança: “Deixem os maus o seu caminho, e os malfeitores os seus pensamentos; que eles voltem a Jeová, que terá misericórdia deles, ao nosso Deus, porque perdoará amplamente.” — Isaías 55:7.

A obra de Cristo por nós e em nós

Rm. 5.8 Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.

Rm 8.1 Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.

Rm. 8.34 Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.

Rm. 8.37 Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.

I Co. 5.7 Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.

Gl. 3.13 Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro.

Ef 1.3 Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo.

Ef 2.6 E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; 13 Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.

Ef. 5.2 E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave.

Hb. 6.20 Onde Jesus, nosso precursor, entrou por nós, feito eternamente sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque.

Hb. 9.24, 28 Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus; 28 Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.

Hb. 10.19-23, Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, 20 Pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne, 21 E tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, 22 Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa, 23 Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu.

I Pe. 2.21 Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. (I Pe. 4.1).

I Jo. 3.16 Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos.

Is. 53.4-12: 4 Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. 5 Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. 6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos. 7 Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca. 8 Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido. 9 E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca. 10 Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do SENHOR prosperará na sua mão. 11 Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniqüidades deles levará sobre si. 12 Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores.

OS “EM CRISTO” RECEBEM TUDO QUE CRISTO RECEBE DIANTE DE DEUS

I Jo 4.17 Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no dia do juízo tenhamos confiança; porque, qual ele é, somos nós também neste mundo.

Lc 22.29 E eu vos destino o reino, como meu Pai mo destinou, 30 Para que comais e bebais à minha mesa no meu reino, e vos assenteis sobre tronos, julgando as doze tribos de Israel.

Rm 5.10 Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.

Rm 5.17 Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo.

Rm 8.17 E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados. Gl. 3.29; 4.7

Rm. 8.37 Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.

I Co. 3.22 Seja Paulo, seja Apolo, seja Cefas, seja o mundo, seja a vida, seja a morte, seja o presente, seja o futuro; tudo é vosso, 23 E vós de Cristo, e Cristo de Deus.

Ef 1.6 Para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado,

OS “EM CRISTO” ESTARÃO ONDE CRISTO É.

Jo 12.26 Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estiver, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará.

II Tm. 2.11 Palavra fiel é esta: que, se morrermos com ele, também com ele viveremos; 12 Se sofrermos, também com ele reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará; 13 Se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo.

Jo 14.3 E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.

Ap 3.21 Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono.

APLICAÇÕES:

A suficiência da obra de Cristo não depende em nosso entendimento desta obra. Todavia, a nossa satisfação dessa obra depende muito em nosso entendimento. Por entendermos tão pouco da obra de Cristo por nós temos pouco conforto nas tribulações.

Não busca satisfação nas nossas próprias tentativas de viver a vida Cristã, ou nas emoções da vida cristã. Essas coisas não são as que satisfazem a Deus, ou O Nosso Salvador. Ele Se satisfaz com o trabalho da Sua própria alma (Is. 53.11, Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito;). Não devemos ser satisfeitos com nada menos do que Aquele que satisfaz o Pai.

Não busca comunhão na própria vida cristã, nem nas emoções agradáveis dela. A nossa verdadeira “comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo.”, I Jo. 1.3. Não aceita nada menos do que comunhão com o Pai através de Cristo.